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Insatisfação no Mercado Gráfico

Insatisfação no Mercado Gráfico

Não bastassem as tradicionais barreiras tributárias do país, além do alto imposto de importação do papel importado, o preço da celulose que já sofreu dois reajustes no ano, em janeiro e março, terá a terceira alta em maio.

Tudo isso vem alterando o volume de produção das gráficas além de gerar insatisfação no setor. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) cerca de 20 mil empresas e 222 mil trabalhadores brasileiros do setor gráfico, principalmente do setor editorial, estão insatisfeitos com as medidas tomadas pelo governo.
 

  • Essas medidas, mais a produção do produto interno bruto, estão fazendo muitos trabalhadores perderem os empregos. Cerca de 1,4% dos postos de trabalho foram fechados em 2012.”
    - afirmou o presidente da associação nacional da Abigraf Fabio Arruda Mortara, Abigraf

 

Ele afirmou que no segmento editorial, a competição com os produtos importados é a mais difícil. Fabio Arruda Mortara também ficou indignado com a publicação da Medida Provisória 612 feita em sessão extra do Diário Oficial da União, que permite a desoneração da folha de pagamento do setor de radiofusão, mas não inclui o setor gráfico.
 

  • É um absurdo a medida beneficiar setores de rádio e TV, mas não a indústria gráfica. Trata-se de mão de obra intensiva maior do que a de vários setores já contemplados pelas medidas.”
    - afirmou Fabio Arruda Mortara, Abigraf

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Com a medida, 20% da folha de pagamento de funcionários para o INSS deixarão de ser recolhidos, em troca da contribuição de 1% do faturamento das empresas. Os setores de jornalismo, prestação de serviços aeroportuários, empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte metroviário, engenharia e arquitetura e construtoras de obras de infraestrutura também serão beneficiados.
 

Com o objetivo de defender os interesses da indústria gráfica no que diz respeito ao fornecimento de papéis importados, a Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (AFEIGRAF) criou um grupo de trabalho formado por oito indústrias e fornecedores que juntos respondem por aproximadamente 90% do volume de papel importado fornecido para fins de imprimir, escrever e embalagem. De acordo com Dieter Brandt, diretor presidente da AFEIGRAF, a criação do grupo é uma iniciativa importante para o fortalecimento do setor gráfico, que vem sendo seriamente impactado pelas barreiras tributárias brasileiras e o alto imposto de importação do papel importado.
 

  • O mercado brasileiro não é autosuficiente em vários tipos de papéis, por isso os importados são essenciais para garantir o equilíbrio e a competitividade das gráficas nacionais. O recente aumento das alíquotas de importação para o papel comercial vem sendo extremamente maléfico para indústria gráfica.”
    - afirma Dieter Brandt, Afeigraf

 

Resta a esperança no aumento da oferta da matéria prima com o início das operações das novas fábricas no Brasil. As duas novas unidades produtoras são a Eldorado Brasil Celulose, inaugurada no final do ano passado, em Três Lagoas (MS) e a nova unidade da Suzano prevista para entrar em operação no final do ano, no Maranhão.

Fontes: Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e CeluloseOnline
 



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